Os recursos hídricos são águas superficiais ou subterrâneas
disponíveis para qualquer tipo de uso de região ou bacia.
Estes correspondem, no essencial,
à água que se encontra em circulação nos continentes, tanto à superfície, as
chamadas águas superficiais (rios, lagos,
lagoas e albufeiras), como em profundidade, as ditas águas subterrâneas (nascentes naturais e lençóis de água existentes
no subsolo).
No entanto, esta separação não é totalmente legítima, pois
aquela que é considerada água superficial pode, num determinado lugar,
infiltrar-se e transformar-se em água subterrânea. Do mesmo modo, aquela que é
considerada água subterrânea pode, em determinado lugar, emergir, pelo que
passará a água superficial.
A situação em Portugal neste domínio não parece desfavorável,
já que dispõem de cerca de 61 500 milhões de metros cúbicos de água por ano (59%
de origem interna e 41% de origem externa, o que faz com que cada português disponha
de 6 500 m3/ano).
Este facto, porém, não quer dizer que Portugal não seja
afetado por vários problemas relacionados com este tipo de recurso.
Portugal Continental é marcado por uma forte irregularidade temporal das suas disponibilidades hídricas,
bem como por uma irregularidade espacial,
por uma forte dependência de Espanha
(três dos principais rios nascem em Espanha) e ainda por necessidades que variam bastante de região para região, factores que
em conjunto, estarão na base das fortes carências de água que se registam nos
anos de maior calor ou durante a época estival, nomeadamente no Sul do país.
Rio Minho ( faz fronteira entre Espanha e Portugal)
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