As águas subterrâneas
representam, para muitos países, uma origem extremamente importante pela
contribuição que tem para os diferentes usos. O peso relativo que têm depende
fundamentalmente das características hidrogeológicas e do clima das diferentes
regiões. No que se refere à qualidade também é aceite, no geral, que as águas
subterrâneas apresentam vantagens, em relação às águas superficiais, devido à
sua relativa estabilidade química e biológica.
As águas superficiais
são águas que não penetram no subsolo, correndo ao longo da superfície do
terreno, e acabando por entrar nos lagos, rios ou ribeiros. Esta é armazenada
numa parede rochosa, represa ou barragem e é recolhida numa pequena zona de
drenagem como um telhado, e armazenada numa cisterna para uso doméstico. Em
termos de abastecimento de água, esta é captada em rios, canais, ribeiras,
lagos, bacias de retenção e albufeiras. As águas superficiais têm uma
composição muito variável, consoante as características do local e as épocas do
ano, apresentando geralmente elevada turvação no Outono/Inverno, e algas na
Primavera/Verão, contendo partículas em suspensão, substâncias químicas e
microorganismos que as tornam impróprias para consumo humano sem tratamento. As
principais características de uma água de superfície são: Temperaturas
relativamente altas; Elevada concentração de matéria orgânica dissolvida,
proveniente da decomposição de vegetação e de resíduos de origem antropogénica;
elevada turvação, devida principalmente aos sólidos suspensos (matéria orgânica
finamente dividida, microorganismos, plâncton, areias, argilas, etc.);
desenvolvimento por vezes excessivo de algas, bactérias, cistos e vírus
patogénicos de grande variedade; Sabores e cheiros resultantes de todos estes
fenómenos. Deste modo, este tipo de água não deve ser consumido sem ser
previamente submetida a um tratamento prévio (que depende das características
da água a tratar), para que não comprometa a saúde humana.

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