sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pré revisão da visita de estudo- ETA do Lever e TurboGás

Águas do Douro e Paiva-ETA do Lever

Considerada das melhores estruturas do género na Europa, a ETA de Lever é responsável pelo tratamento de água para cerca de milhão e meio de habitantes, 85% da população abrangida por todo sistema da AdDP. Constitui por isso a mais emblemática estrutura da empresa e emprega os mais sofisticados meios tecnológicos no processo de tratamento, tornando-a capaz de produzir cerca de 400 mil m³ de água, sempre com base no respeito pelas regras ambientais, encontrando-se perfeitamente integrada na paisagem circundante.


A ETA é procurada, frequentemente, para a realização de atividades de Investigação e Desenvolvimento , com base em acordos com a comunidade científica e para a Educação Ambiental.

Como chegar à ETA?




Tratamentos realizados nestas instalações:

- Captação 

A água é captada na albufeira de Crestuma-Lever por grupos de elevação submersíveis (Fig. 1) e encaminhada para um reservatório de água bruta (Fig. 2). A cota da superfície da água neste reservatório é suficiente para facilitar substancialmente o escoamento de água até ao final do processo (aproveitamento gravítico).

Fig.1



Fig.2

-Pré-tratamento

Esta fase pode receber água da captação superficial ou água das atuais captações subterrâneas, de Lever Montante. Em 2007, foi construída uma unidade para precipitação de Manganês, para o caso da água subterrânea. 
Para ambos os tipos de captação (superficial e em profundidade), a água recebe um tratamento inicial de filtração pressurizada, passando no sentido descendente por filtros “multicamada”, compostos por uma camada de antracite e por várias camadas de areia, de diferente granulometria. 
Ao ser filtrada por este processo, a água beneficia de uma forte redução da sua turvação ou do seu teor de Manganês, conforme a situação (respectivamente, captação superficial e captação em profundidade).


-Pré-oxidação

Nesta etapa, a água captada é tratada com Ozono. Este produto oxida a matéria orgânica e elimina microorganismos e algas existentes na água. O Ozono é produzido no local, a partir de Oxigénio.


-Coagulação/Floculação

Após a pré-oxidação, a água é doseada com sulfato de alumínio (coagulante) conjuntamente com um floculante. A adição destes reagentes permite a agregação das partículas em suspensão, facilitando a sua separação nas etapas de tratamento subsequentes. Graças ao perfil hidráulico da instalação, a mistura destes produtos com a água é conseguida sem recorrer a misturadores mecânicos, optimizando a eficiência processual e reduzindo os custos energéticos.





-Doseamento de Carvão Ativado em pó

Para remover eventuais pesticidas e melhorar as características organolépticas da água, é possível dosear, juntamente com os reagentes floculantes, Carvão Ativado em Pó.


-CoCoDAFF (Flotação e Filtração)

O processo CoCoDAFF (Counter Current Dissolved Air Flotation and Filtration), conjuga numa só unidade duas etapas de tratamento: flotação e filtração. Na primeira, os flocos formados na etapa da coagulação/floculação são arrastados para a superfície, por microbolhas de ar introduzidas na unidade. Na segunda etapa, a água clarificada entra diretamente no filtro, constituído por areia e antracite, onde são capturadas as partículas sólidas mais pequenas, que não tenham sido separadas na flotação. Esta tecnologia permite a remoção eficaz de substâncias pouco densas, nomeadamente, as algas.


                                                               







-Desinfecção final

É efetuada uma desinfecção final com Cloro, de modo a garantir a qualidade bacteriológica de água produzida, quer à saída da estação, quer ao longo de toda a rede de distribuição.


                                                          

-Elevação de Água Tratada

A água tratada é armazenada num reservatório com capacidade para 30.000 m3, sendo depois elevada para os Reservatórios de Jovim, de Lagoa e de Seixo Alvo.


                                                        


-Tratamento de Lamas


As águas de lavagem dos filtros e as lamas recolhidas à superfície do CoCoDAFF são dirigidas para a Unidade de Tratamento de Lamas, onde são desidratadas. Este processo é realizado em duas etapas: espessamento e centrifugação. A água recuperada durante este processo é encaminhada para o reservatório de água bruta, ou seja, para o início do processo de tratamento de água.


                                                             

-Controlo de Qualidade

Ao longo da Estação de Tratamento existem diversos pontos de amostragem e de análise automática de diversos parâmetros da qualidade da água. Estes analisadores permitem uma monitorização constante da eficiência do processo e do controlo da qualidade da água produzida.


                                                        



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cursos de água lênticos e lóticos

As águas doces podem dividir-se em dois tipos ecológicos fundamentais:

Um que apresenta um fluxo unidirecional temporário ou permanente de água e de materiais orgânicos ou inorgânicos, suspensos ou dissolvidos (rios, valas e canais), correspondente às águas lóticas ;
E outro que não apresenta movimentos unidirecionais significativos (lagos, lagoas e albufeiras), correspondente às águas lênticas. Estes dois grupos apresentam características ecológicas distintas e a sua gestão ecológica necessita do conhecimento do seu funcionamento.


Águas lênticas



 































Águas lóticas




































Netgrafia:
http://www.icnf.pt/portal/pesca/resource/doc/gest-rec/est/est-estr/eco-albuf.pdf

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Recursos hídricos em Portugal

Os recursos hídricos são águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para qualquer tipo de uso de região ou bacia.
Estes correspondem, no essencial, à água que se encontra em circulação nos continentes, tanto à superfície, as chamadas águas superficiais (rios, lagos, lagoas e albufeiras), como em profundidade, as ditas águas subterrâneas (nascentes naturais e lençóis de água existentes no subsolo).
No entanto, esta separação não é totalmente legítima, pois aquela que é considerada água superficial pode, num determinado lugar, infiltrar-se e transformar-se em água subterrânea. Do mesmo modo, aquela que é considerada água subterrânea pode, em determinado lugar, emergir, pelo que passará a água superficial.
A situação em Portugal neste domínio não parece desfavorável, já que dispõem de cerca de 61 500 milhões de metros cúbicos de água por ano (59% de origem interna e 41% de origem externa, o que faz com que cada português disponha de 6 500 m3/ano).
Este facto, porém, não quer dizer que Portugal não seja afetado por vários problemas relacionados com este tipo de recurso.

Portugal Continental é marcado por uma forte irregularidade temporal das suas disponibilidades hídricas, bem como por uma irregularidade espacial, por uma forte dependência de Espanha (três dos principais rios nascem em Espanha) e ainda por necessidades que variam bastante de região para região, factores que em conjunto, estarão na base das fortes carências de água que se registam nos anos de maior calor ou durante a época estival, nomeadamente no Sul do país.





Rio Minho ( faz fronteira entre Espanha e Portugal)


Netgrafia:





quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Disponibilidades hídricas: águas superficiais e subterrâneas

As águas subterrâneas representam, para muitos países, uma origem extremamente importante pela contribuição que tem para os diferentes usos. O peso relativo que têm depende fundamentalmente das características hidrogeológicas e do clima das diferentes regiões. No que se refere à qualidade também é aceite, no geral, que as águas subterrâneas apresentam vantagens, em relação às águas superficiais, devido à sua relativa estabilidade química e biológica.

As águas superficiais são águas que não penetram no subsolo, correndo ao longo da superfície do terreno, e acabando por entrar nos lagos, rios ou ribeiros. Esta é armazenada numa parede rochosa, represa ou barragem e é recolhida numa pequena zona de drenagem como um telhado, e armazenada numa cisterna para uso doméstico. Em termos de abastecimento de água, esta é captada em rios, canais, ribeiras, lagos, bacias de retenção e albufeiras. As águas superficiais têm uma composição muito variável, consoante as características do local e as épocas do ano, apresentando geralmente elevada turvação no Outono/Inverno, e algas na Primavera/Verão, contendo partículas em suspensão, substâncias químicas e microorganismos que as tornam impróprias para consumo humano sem tratamento. As principais características de uma água de superfície são: Temperaturas relativamente altas; Elevada concentração de matéria orgânica dissolvida, proveniente da decomposição de vegetação e de resíduos de origem antropogénica; elevada turvação, devida principalmente aos sólidos suspensos (matéria orgânica finamente dividida, microorganismos, plâncton, areias, argilas, etc.); desenvolvimento por vezes excessivo de algas, bactérias, cistos e vírus patogénicos de grande variedade; Sabores e cheiros resultantes de todos estes fenómenos. Deste modo, este tipo de água não deve ser consumido sem ser previamente submetida a um tratamento prévio (que depende das características da água a tratar), para que não comprometa a saúde humana.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Ciclo da água/hidrológico

O ciclo hidrológico, ou ciclo da água, é o movimento contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a evaporação das águas dos oceanos e dos continentes.
Na atmosfera, forma as nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, na forma de chuva, granizo, orvalho e neve.

Nos continentes, a água precipitada pode seguir os diferentes caminhos:

• Infiltra e percola (passagem lenta de um líquido através de um meio) no solo ou nas rochas, podendo formar aquíferos, ressurgir na superfície na forma de nascentes, fontes, pântanos, ou alimentar rios e lagos.
• Flui lentamente entre as partículas e espaços vazios dos solos e das rochas, podendo ficar armazenada por um período muito variável, formando os aquíferos.
• Escoa sobre a superfície, nos casos em que a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo.
• Evapora retornando à atmosfera. Em adição a essa evaporação da água dos solos, rios e lagos, uma parte da água é absorvida pelas plantas. Essas, por sua vez, libertam a água para a atmosfera através da transpiração. A esse conjunto, evaporação mais transpiração, dá-se o nome de evapotranspiração.
• Congela formando as camadas de gelo nos cumes das montanhas.

Apesar das denominações água superficial, subterrânea e atmosférica, é importante salientar que, na realidade, a água é uma só e está sempre a mudar de condição. A água que precipita na forma de chuva, neve ou granizo, já esteve no subsolo, em icebergs e passou pelos rios e oceanos. A água está sempre em movimento e é graças a isto que ocorrem: a chuva, a neve, os rios, lagos, oceanos, as nuvens e as águas subterrâneas.

Ciclo Hidrológico
Netgrafia: